O senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, protocolou nesta terça-feira, 8 de setembro, pedidos de prisão e de afastamento de autoridades da Polícia Federal. O movimento veio no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.
Viana pediu a Mendonça a prisão de Rodrigues e do delegado-chefe do serviço de inteligência da corporação. Também solicitou o afastamento do diretor-geral e a apuração de possível uso irregular de dinheiro público na produção de relatórios que, segundo o parlamentar, teriam servido de forma ilegal para incriminar um ministro do STF.
O senador sustentou que, diante do que classificou como monitoramento ilegal de uma autoridade da República, a prisão dos dois chefes da PF deveria ter sido imediata.
Os ofícios foram enviados ainda à Corregedoria da Polícia Federal, ao Tribunal de Contas da União, à ministra Cármen Lúcia e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
No Congresso, Viana pediu que Cármen Lúcia cobre de Alcolumbre uma posição sobre o Conselho de Ética, a abertura de apuração sobre a atuação do presidente da Casa e a análise dos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. Defendeu também convocar diretores da PF para depor, criar uma CPMI e interromper o recesso para o Senado acompanhar a crise.
Na avaliação do mineiro, o silêncio da Casa só favorece quem não quer ser investigado. Ele criticou o recurso do governo contra decisão judicial ligada ao caso e disse que as instituições precisam agir com independência.
Viana cobrou ainda explicações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Afirmou que não antecipa condenação, mas que as suspeitas têm de ser esclarecidas.
À tarde, o senador pretendia protocolar no STF pedidos para afastar Gonet do caso Vorcaro e também Alexandre de Moraes. A intenção era ainda pressionar Alcolumbre a marcar sessão extraordinária.
Até a publicação da reportagem original, os pedidos de prisão e de novos afastamentos dependiam de análise das autoridades. Não havia confirmação de que as medidas extras solicitadas por Viana tivessem sido deferidas.
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