Dias Toffoli se declarou suspeito por “foro íntimo” e não participará da votação desta terça-feira (15) sobre eventual investigação contra Alexandre de Moraes. Disse que não se sente impedido e que a decisão visa preservar a Corte de especulações. Continua no plenário e pode intervir nos debates se entender necessário.
Até fevereiro, ele relatava as apurações do Banco Master no Supremo. André Mendonça assumiu o processo. Depois da saída, Toffoli não votou na Segunda Turma nas confirmações das prisões de Daniel Vorcaro, de parentes e do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Também se declarou suspeito em pedido para criar a CPI do Master na Câmara.
As investigações da PF apontaram ligações do ministro com negócios do banco. Em 2021, a Maridt — empresa dos irmãos de Toffoli, da qual ele revelou ser sócio — vendeu por R$ 3,1 milhões uma fatia no resort Tayayá, no Paraná, ao fundo Arleen, ligado ao fundo Leal, cujo responsável é o cunhado de Vorcaro. A Maridt permaneceu no resort até o ano passado. Há ainda elos com a gestora Reag.
Kassio Nunes Marques também se afastou. Como presidente do TSE, afirmou que, diante da proximidade das eleições, “não se sente confortável em votar” e deixou o plenário.
O colegiado examina se o relatório da PF, solicitado por Mendonça, com mensagens de Vorcaro a Moraes é válido. Paulo Gonet, da PGR, pede a nulidade por entender que o relator não poderia determinar uma apuração sobre o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público ou da polícia.
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