Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta quarta-feira (16), pela primeira vez de forma nominal, sobre os ministros do Supremo depois que a sessão de terça-feira (15) foi suspensa por pedido de vista de Flávio Dino, antes da análise do mérito sobre a investigação de Alexandre de Moraes. Até então, o petista evitava se expor para não atrelar a campanha à crise na Corte.
O presidente disse que não pode ser cobrado pelas nomeações de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, porque não ocupava o Palácio do Planalto na época. Moraes foi indicado por Michel Temer em fevereiro de 2017. “Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado. Ele [Flávio] era senador, deve ter votado. Eu não era presidente quando indicaram o Kássio. Eu não era presidente quando indicaram o André Mendonça, portanto ele era culpado, e não eu.” Flávio Bolsonaro era deputado estadual no Rio em 2017 e só assumiu o Senado em 2019.
Lula defendeu ampla defesa e julgamento justo, mas afirmou que delito exige punição, seja quem for. “Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o Fachin, vale para o Moraes.” Disse que a Corte vai descobrir “quem está metido nisso”.
Sobre o adversário que o acusou de ser responsável por Moraes, Lula atribuiu a crítica às prisões determinadas pelo ministro: “A raiva dele é porque o Moraes mandou prender quem matou Marielle. E porque prendeu o pai dele e golpistas.”
Na mesma entrevista a um podcast, Lula elogiou Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral em 2022. Segundo o presidente, o ministro “prestou um serviço à democracia” diante da tentativa de Jair Bolsonaro de destruir a credibilidade da urna eletrônica. “A urna é séria. Ela não está subordinada à internet.” Lula disse estar tranquilo e que é preciso mostrar “a narrativa correta”.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...