O pastor Silas Malafaia enviou nesta quarta-feira, 28 de outubro, uma mensagem a aliados pelo aplicativo WhatsApp em que critica os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto, obtido por meios jornalísticos, foi uma reação à carta divulgada no mesmo dia pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual ele se declara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e aponta irregularidades no segundo turno das eleições presidenciais.
Na mensagem, Malafaia escreveu: “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige. Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas.”
Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira e divulgou o documento por meio do empresário Paulo Figueiredo. A carta substituiu uma coletiva de imprensa que estava prevista para a manhã de quinta-feira em Miami. No texto, o senador se dirige ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito, menciona a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e afirma que houve acréscimo de mais de 10 milhões de votos à chapa petista entre o primeiro e o segundo turno. Ele também cita abuso de poder político e econômico e anuncia que liderará a oposição a partir do exterior.
O Tribunal Superior Eleitoral proclamou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 51,78% dos votos válidos contra 48,22% de Flávio Bolsonaro, com vantagem de 4.430.191 votos. Segundo o TSE, 34.993 pessoas votaram no horário prorrogado, o equivalente a 0,027% do total de votos computados. A campanha de Flávio também havia solicitado extensões de horário em diversas cidades.
Procurado sobre a mensagem, Malafaia afirmou: “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo.” Após a repercussão da carta, Flávio divulgou em suas redes uma nova versão do comunicado, na qual se apresenta como “líder do Brasil” e faz alterações no texto original.
Antes de deixar o país, Flávio havia discutido com aliados, em almoço realizado na segunda-feira em Brasília, a possibilidade de pedir auditoria nas urnas. Participantes da reunião, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador Rogério Marinho e o senador eleito Guilherme Derrite, aconselharam contra a medida, citando a multa de R$ 22,9 milhões imposta ao PL em 2022 por litigância de má-fé.
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