Um tribunal sírio condenou nesta terça-feira (11) o ex-presidente Bashar al-Assad à morte por crimes contra a humanidade e de guerra. A sentença foi proferida à revelia, já que o ditador deposto não compareceu ao julgamento.
Assad e seu irmão mais novo, Maher al-Assad, fugiram para a Rússia em dezembro de 2024, quando rebeldes tomaram Damasco e derrubaram o regime. O primo Atef Najib, ex-general, também recebeu a mesma pena. Diferentemente dos outros dois, ele estava presente e foi julgado sob forte esquema de segurança, dentro de uma jaula e vestindo uniforme prisional.
Najib foi responsabilizado por liderar a repressão na província de Daraa, no sul do país, episódio que ajudou a desencadear a guerra civil. O conflito, que durou cerca de 14 anos, deixou aproximadamente 500 mil mortos.
O novo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, pediu a extradição de Assad ao presidente russo, Vladimir Putin, em outubro de 2025, mas a solicitação não avançou. Até o momento, nem o governo sírio nem a Rússia se pronunciaram publicamente sobre a condenação.
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