Coreia do Sul aprova PL que proíbe venda de carne de cachorro

Ainda que não vete o consumo de carne de cachorro, o projeto de lei abre caminho para acabar com a prática
Por: Brado Jornal 09.jan.2024 às 12h50 - Atualizado: 09.jan.2024 às 10h10
Coreia do Sul aprova PL que proíbe venda de carne de cachorro

A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que proíbe a criação, abate, distribuição e venda de cães para o consumo humano. O projeto de lei, ainda que não vete o consumo, abre caminho para acabar com a prática que caiu em desuso nas últimas décadas.

Com apoio bipartidário, a medida foi aprovada por 208 votos favoráveis e duas abstenções. Agora, vai à sanção presidencial. As informações são da agência sul-coreana Yonhap.

O apoio à proibição do consumo de carne de cachorro cresceu sob o governo do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, que tem cães e gatos. A primeira-dama, Kim Keon Hee, é uma crítica veemente da prática.

O Partido do Poder Popular, no poder, e o principal partido da oposição, o Partido Democrático, pressionaram conjuntamente pela aprovação da proibição.

A aplicação da lei está prevista para começar em 2027, para que a indústria possa se adaptar. Há a previsão do pagamento subsídios para auxiliar quem vive do comércio de carne de cachorro a abandonar a prática.

Depois do período de transição, quem desrespeitar a lei ficará sujeito à pena de até 2 anos de prisão e ao pagamento de multa de até 30 milhões de wons (cerca de R$ 110 mil).

Conforme estatísticas do governo divulgadas pela agência de notícias, existem cerca de 1.150 fazendas de cães, 34 açougues, 219 distribuidores e aproximadamente 1.600 restaurantes que vendem alimentos feitos com carne de cachorro na Coreia do Sul.



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