Capitão Alden classifica ato de Lula sobre 8 de janeiro como retórica vazia

Vice-líder da oposição na Câmara critica cerimônia como evento político e simbólico, questiona excessos judiciais e defende que democracia exige respeito ao devido processo legal
Por: Brado Redação 09.jan.2026 às 14h36
Capitão Alden classifica ato de Lula sobre 8 de janeiro como retórica vazia
Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), que ocupa a vice-liderança da oposição na Câmara dos Deputados, manifestou críticas ao evento realizado nesta quinta-feira pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solenidade marcou os três anos dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Segundo o parlamentar baiano, a cerimônia possui caráter marcadamente político e simbólico, distante de uma mera recordação institucional ou exercício de reflexão sobre a democracia. Ele reconheceu que repudiar a destruição de patrimônio público constitui obrigação básica de qualquer regime democrático, mas expressou preocupação com o uso recorrente do episódio para forjar uma narrativa exclusiva.

Alden argumentou que essa abordagem serve para justificar medidas extraordinárias implementadas depois dos fatos, algumas delas em desacordo com direitos fundamentais. Para ele, a verdadeira defesa da democracia não pode ser parcial: além de proteger as instituições, deve preservar o devido processo legal e evitar seletividades.

O deputado também apontou o que considera excessos na tramitação dos processos judiciais ligados aos acontecimentos de 8 de janeiro. Ele mencionou a prisão em massa de mais de 1.400 indivíduos envolvidos, a aplicação de argumentos amplos e genéricos nos julgamentos, a criminalização de expressões de opinião e o que chamou de ativismo judicial. Na visão dele, essas práticas comprometem os pilares do Estado Democrático de Direito.

Para Capitão Alden, a consolidação da democracia não depende de rituais simbólicos ou iniciativas de autopromoção das instituições. Ela se baseia em barreiras claras ao exercício do poder, no respeito irrestrito às garantias individuais e na existência de espaço adequado para o debate e o dissenso político. Ausentes esses elementos, qualquer pronunciamento em prol da democracia pode se reduzir a mera retórica vazia, concluiu o parlamentar.

A posição de Alden alinha-se a outras vozes da oposição que veem o ato como ferramenta para reforçar teses governistas, enquanto aliados do Planalto defendem a iniciativa como necessária para lembrar os riscos de rupturas institucionais e reafirmar o compromisso com a ordem constitucional.



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