A Polícia Federal cancelou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, marcado para esta terça-feira (28). A oitiva fazia parte de uma investigação por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa optou por apresentar uma declaração por escrito, na qual o parlamentar nega ter cometido crime.
Flávio é investigado por uma publicação feita em janeiro nas redes sociais, logo após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. No post, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Segundo a Polícia Federal, o texto imputou falsamente a Lula a prática de crimes. A defesa, porém, afirma que não há calúnia. De acordo com os advogados, a publicação traz notícias verdadeiras sobre a prisão de Maduro e dois comentários independentes: o primeiro seria apenas uma previsão de algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir fato concreto ao presidente; o segundo se referia a Maduro e repetia acusações formais da Justiça americana.
“Flávio Bolsonaro reafirma sua confiança nas instituições e, ao mesmo tempo, manifesta preocupação com iniciativas que buscam judicializar o embate político e impor restrições indevidas ao exercício da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal”, diz a nota da defesa.
O material escrito será analisado pela Polícia Federal.
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