Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família às vésperas da eleição

Piso sobe de R$ 600 para R$ 691 e o pagamento começa em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno; governo fala em repor inflação
Por: Brado Redação 17.set.2026 às 16h13
Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família às vésperas da eleição
Foto: Sergio Lima/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) aumento de cerca de 15% no Bolsa Família, a pouco mais de duas semanas do primeiro turno. O valor mínimo do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

Os novos valores entram na folha de outubro, a partir do dia 19 — ou seja, entre o 4 e o 25 de outubro. O piso de R$ 600 vigorava desde agosto de 2022, ainda no governo Jair Bolsonaro, na transição do Auxílio Emergencial para o Auxílio Brasil. Lula manteve o patamar ao retomar o nome Bolsa Família em 2023.

Cada integrante da família passa a ter direito a R$ 164, ante R$ 142. A soma precisa chegar pelo menos a R$ 691. Os adicionais também sobem: criança de até 6 anos, de R$ 150 para R$ 173; gestante, jovem de 7 a 18 anos incompletos e bebê de até 6 meses, de R$ 50 para R$ 58 cada.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. Disse que o reajuste recompõe a inflação desde o início do governo Lula, em 2023, e que cabe no espaço fiscal, sem elevar os limites do arcabouço. O governo vai remanejar despesas neste ano e no próximo; Moretti não detalhou quais áreas perdem recurso. Citou a redução da fila do INSS como uma das fontes de folga. Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, afirmou que a recomposição do poder de compra está prevista em lei.

O programa atende 19,29 milhões de famílias. Em setembro, o benefício médio está em R$ 678,18. A proposta orçamentária enviada em agosto reservava R$ 157,1 bilhões para 2027, sem aumento. Com o reajuste, a conta sobe para R$ 179 bilhões.

Têm direito famílias com renda por pessoa de até R$ 218. A porta de entrada é o Cadastro Único, preenchido nos postos municipais de assistência social. A gestão é compartilhada entre União, estados e municípios, com articulação de assistência, saúde e educação.



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