Polícia do DF vê ‘simulação de conversas’ e atribui denunciação caluniosa à mulher que acusou Eduardo Bolsonaro de ameaça

Relatório final de investigação imputa suposto crime a Patrícia Lélis, que trabalhou no PSC, antigo partido do deputado.
Por: Brado Jornal 12.out.2021 às 15h32 - Atualizado: 12.out.2021 às 15h33
Polícia do DF vê ‘simulação de conversas’ e atribui denunciação caluniosa à mulher que acusou Eduardo Bolsonaro de ameaça

A Polícia Civil do Distrito Federal entregou o relatório final da investigação aberta para apurar se a jornalista Patrícia Lélis mentiu ao dizer que foi ameaçada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PLS-SP). A conclusão foi que ela apresentou uma denúncia falsa contra o filho do presidente.

“Isso prejudica até mesmo a causa das mulheres que são, de fato, vitimas de violência”, afirma a advogada Karina Kufa, que defende o deputado. “Muitas vezes a demora da aparição da verdade pode prejudicar inocentes”, acrescenta.

A acusação foi feita a partir de mensagens que teriam sido trocadas com Eduardo em 2019, quando ela trabalhava no PSC, antigo partido do deputado. Segundo Patrícia, o parlamentar publicou em uma rede social que os dois estavam namorando e, quando ela negou o relacionamento, ele teria dito que ‘iria acabar com a vida dela e que ela iria se arrepender de ter nascido’. Uma perícia feita nas conversas apontou ‘indícios de simulação’.

“Constatou-se, conforme Laudo Pericial, a existência de indícios de simulação na conversa que conteriam as palavras ameaçadoras atribuídas a Eduardo Bolsonaro, bem como pela impossibilidade de se afirmar que o autor de tais dizeres criminosos seria, de fato, o titular da linha telefônica constante no cabeçalho das mensagens, no caso, o imputado”, diz um trecho do relatório assinado pelo delegado Josué da Silva Magalhães.



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