Inquérito que aponta Gleisi Hoffmann por corrupção está parado no STF há 4 anos

Segundo a PF, o esquema teria começado quando Paulo Bernardo foi ministro da pasta, entre 2005 e 2011
Por: Brado Jornal 07.mar.2022 às 06h13
Inquérito que aponta Gleisi Hoffmann por corrupção está parado no STF há 4 anos

Em 2018, PF apurou que deputada, que é presidente do PT, recebeu mais de R$ 800 mil em contratos com o antigo Ministério do Planejamento

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal sobre indícios de que a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) cometeu crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica na época que o ex-marido dela, Paulo Bernardo, foi ministro do Planejamento, está há quatro anos sem uma solução do STF (Supremo Tribunal Federal). A deputada é presidente do PT.

Em 2018, quando Hoffmann era senadora, a corporação enviou à Corte os resultados do inquérito sobre a parlamentar, apresentando provas de que ela recebeu mais de R$ 800 mil de contratos firmados entre o Planejamento e a empresa Consist, companhia que administrava empréstimos consignados para servidores públicos federais.

Segundo a PF, o esquema teria começado quando Paulo Bernardo foi ministro da pasta, entre 2005 e 2011. De acordo com a Polícia Federal, Hoffmann teria colaborado para acobertar a fonte dos recursos do esquema e eventuais movimentações do dinheiro. As investigações da corporação fizeram parte da operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato.

O inquérito foi remetido ao STF ainda em 2018 e tramita sob segredo de justiça. No início, o caso ficou a cargo do ministro Dias Toffoli, mas ele foi retirado da relatoria do processo, que foi distribuído à ministra Cármen Lúcia. Desde então, ela recebeu manifestações da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre as investigações da PF, mas ainda não avaliou nenhum tipo de denúncia contra Hoffmann.

Ao R7, a assessoria de Gleisi Hoffmann respondeu que “em relação ao caso Consist, trata-se de inquérito instaurado há mais de seis anos, período em que não foi produzido nenhum indício de irregularidade por parte da deputada Gleisi Hoffmann, nem sequer foi apresentada denúncia contra ela. Diante disso, em maio de 2019 a defesa peticionou pelo arquivamento do inquérito no STF, que aguarda manifestação da PGR”.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Ex-sócio cobra Flávio e cita Rolex, festas e lobby com Kassio
Alexandre Santini guarda mensagens, fotos e notas sobre a Kopenhagen da Barra, mimo de R$ 305 mil e interlocução com o gabinete do ministro do STF
Candidato ao governo da Bahia sofre acidente de carro em Salvador
Ronaldo Mansur (Psol) estava sozinho e voltava de um enterro em Candeias; Samu o levou ao Hospital Ernesto Simões Filho
Zema diz que vai até o último minuto e descarta desistir da Presidência
Em Ipatinga, candidato do Novo fala em compromisso com o partido, comenta rumores sobre Nikolas e apresenta propostas de trabalho, STF e Petrobras
AtlasIntel aponta empate entre Lula e Flávio na reta final
Pesquisa para a Bloomberg News aponta 45% para Lula e 42% para Flávio no primeiro turno; no segundo, os dois aparecem empatados
PF aponta viagem de R$ 1,8 milhão de Lulinha à aurora boreal paga por lobista
Roberta Luchsinger teria custeado roteiro com famílias pela Suécia, Finlândia e Suíça, com hotel de luxo, esqui, jatinho, chef e mordomo, segundo orçamento encontrado no celular dela
Da venda da Ebal ao Banco Master, três figuras do poder baiano passam pela mesma história, cada uma em seu compartimento
O conselheiro: Otto Alencar não participou do leilão, mas sua relação com a Ebal vem de antes: presidiu o Conselho de Administração da empresa, cuja atuação também foi examinada pela CPI aberta na Assembleia em 2007
Carregando..