Marcos Rogério diz que Auxílio Brasil foi ‘grande acerto’, mas defende caráter transitório

Senador fala em empoderamento financeiro das famílias e afirma que ‘desafio do governo’ é acabar com a ‘cultura de dependência dos programa sociais’
Por: Brado Jornal 20.mai.2022 às 17h38
Marcos Rogério diz que Auxílio Brasil foi ‘grande acerto’, mas defende caráter transitório
Reprodução/Twitter


O senador Marcos Rogério (PL-RO) considera “um grande acerto” do governo Bolsonaro e do parlamento a concretização do Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que substituiu o antigo Bolsa Família. O parlamentar considera que o novo benefício assistencial é melhor que o anterior, uma vez que também traz estímulos para a emancipação financeira das famílias, funcionando como um “programa de meio”. “Você vai ter sempre pessoas em estado de carência, precisando de auxílio e apoio, a diferença está na maneira como o governo enxerga essas pessoas. Você tem o programa social, essa assistência como meio, não como um fim. Há um acerto por parte do governo quando reconhece a necessidade de auxiliar essas pessoas e é um acerto também do parlamento em tornar esses programas definitivo dentro das características que ele tem, para que não seja objeto da politicagem”, afirmou o senador, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. 

O parlamentar criticou os governos anteriores por se colocarem como inventores dos programas sociais e por criarem mecanismos de “encabrestamento” da população, sem permitir a independência financeira das famílias. “Você precisa ter mecanismos de estímulo para empoderamento econômico. Ninguém nasceu para viver situação de miserabilidade e continuar nela. O modelo proposto reconhece que há muitas pessoas em estado de dificuldade, mas que é algo transitório. É preciso ter caminho, opção para que saia dessas condições e tenha opções de estar no mercado de trabalho, seja como emprego, microempreendedor. O desenho instituído busca dar condições a essas pessoas de não permanecer nesses programas”, esclareceu o parlamentar, que fala ainda sobre a necessidade de um “estímulo cultural” para mudar a visão da sociedade. 

“As pessoas precisam entender que é algo passageiro, temporário, ele pode ser melhor assistido com seu empoderamento econômico do que ficar dependendo de um auxílio de R$ 400. […] O grande desafio do governo, da sociedade, é sair dessa cultural de dependência dos programas sociais. Estar nos programas sociais não pode ser uma boa opção para quem está na ponta. Tem que ser programa de meio e que garanta o empoderamento dessas pessoas”, concluiu. Após aprovação do Congresso Nacional e sanção do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Cidadania deve “colocar em prática” o Auxílio Brasil, o que inclui, segundo Marcos Rogério, recadastramento das famílias beneficiadas. 



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