Bolsonaro critica manifesto e diz que Constituição é a melhor carta da democracia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez críticas à carta pela democracia e em defesa do sistema eleitoral brasileiro que foi lida nesta quinta-feira (11) na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)
Por: Brado Jornal 12.ago.2022 às 06h40
Bolsonaro critica manifesto e diz que Constituição é a melhor carta da democracia

Presidente reclama de texto assinado por juristas, políticos e artistas; documento foi lido hoje na Faculdade de Direito da USP

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez críticas à carta pela democracia e em defesa do sistema eleitoral brasileiro que foi lida nesta quinta-feira (11) na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e disse que a Constituição da República é o verdadeiro manifesto a favor do estado democrático de direito. “Alguém discorda que essa daqui [a Constituição] é a melhor carta da democracia? Acham que outro pedaço de papel qualquer substitui isso daqui?”, afirmou Bolsonaro.

O chefe do Executivo federal questionou o apoio de algumas personalidades políticas ao documento desta quinta-feira, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro lembrou que quando a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 aprovou o texto final da Constituição, o PT votou contra a redação.

“Já que o símbolo máximo do PT assinou a carta, pergunto: o PT assinou a carta de 1988? Assinou a Constituição de 1988? O pessoal faz onda agora sobre carta da democracia para tentar atingir a mim, mas a bancada toda do PT não assinou essa carta à democracia em 1988. E agora quer assinar essa cartinha da democracia?”, disse Bolsonaro.

Além disso, o presidente alegou que, no auge da pandemia da Covid-19, muitos governantes desrespeitaram a Constituição ao adotar medidas para tentar impedir a circulação de pessoas nas ruas.

“Quando se fala em carta à democracia, onde estavam os signatários por ocasião da pandemia? Vários dispositivos foram violados. Alguns governadores e prefeitos, com decretos e sem consultar as assembleias legislativas, tomaram medidas drásticas e proibitivas que foram muito mais danosas e graves do que o estado de sítio, por exemplo.”



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