Bolsonaro diz que “minoria” do PL se vendeu ao apoiar tributária

Ex-presidente afirma que congressistas do partido que apoiaram a proposta serão expurgados “lá na frente”
Por: Brado Jornal 18.nov.2023 às 18h01
Bolsonaro diz que “minoria” do PL se vendeu ao apoiar tributária

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (18.nov.2023) uma minoria de integrantes do Partido Liberal se vendeu ao apoiar a proposta da reforma tributária em análise no Congresso. Ele declarou que “lá na frente” esses políticos seriam expurgados da sigla.

“Desde o 1º momento, o nosso partido assumiu uma posição. Que pena uma minoria ter se vendido. Se Jesus tinha 12, um traiu. Nós temos 99, uns 10 vão trair também. Mas, a gente lá frente vamos expurgando essas pessoas”, disse em evento do PL Mulher em Porto Alegre (RS).

Na Câmara, 20 deputados do PL votaram a favor do texto. O partido é oposição ao governo e elegeu a bancada da Casa com 99 deputados. No Senado, apenas 1 voto da sigla foi favorável, o de Eduardo Gomes (PL-TO), ex-líder do Governo no Congresso na gestão de Bolsonaro. Outros 10 senadores votaram não.

A reforma foi aprovada no Senado no dia 8 de novembro e retornou para a análise dos deputados, que ainda precisam deliberar sobre as mudanças feitas pelos senadores.

Bolsonaro articulou com aliados a rejeição da proposta no Senado e fez inclusive visita surpresa ao Congresso no dia em que o texto foi votado.

Nas redes sociais, o ex-presidente fez uma série de críticas ao texto. Ele foi chamado de o “principal derrotado” com a aprovação da reforma pelo ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Em julho, a votação da reforma tributária foi o pivô de uma discussão interna do PL, que expôs a divisão de uma ala minoritária da sigla e mais pragmática.

O desentendimento interno motivou a divulgação de uma carta do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que minimizou as divergências ao afirmar ser “natural” haver diferenças de pensamento “em algumas pautas específicas”.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendem que a reforma seja promulgada até o fim do ano. Para isso, congressistas cogitam que o texto seja aprovado de forma fatiada, com a supressão de trechos, que devem se analisados depois.



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