Geddel cobra pressa de Jerônimo na escolha do vice

MDB aumenta pressão para garantir permanência de Geraldo Júnior como vice na chapa de reeleição do governador, enquanto Jerônimo adia decisão para após a janela partidária
Por: Brado Redação 27.mar.2026 às 16h53
Geddel cobra pressa de Jerônimo na escolha do vice
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O cacique do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, demonstrou publicamente seu descontentamento com o prazo estendido anunciado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para definir o nome que ocupará a vaga de vice na disputa pela reeleição. Por meio de uma publicação nas redes sociais, o ex-ministro sinalizou que o partido não pretende adotar uma postura passiva diante da demora do petista em bater o martelo sobre o assunto.

Durante pronunciamento na última quarta-feira (25), Jerônimo Rodrigues informou que acompanha de perto as negociações envolvendo as nominatas dos partidos que compõem sua base de apoio. Nos bastidores da política baiana, essa declaração é interpretada como uma manobra para protelar a escolha do vice-governador, mantendo o MDB alinhado à coligação sem oferecer, neste instante, qualquer garantia sobre a continuidade de Geraldo Júnior no cargo.

Geddel respondeu diretamente à fala do governador. “É um direito do governador estabelecer seus prazos e suas conveniências, como sei que ele reconhece que é um direito nosso estabelecer nossos prazos e nossas conveniências. Nosso tempo está chegando”, afirmou o líder emedebista em suas redes.

A reação ocorre em um cenário de crescente pressão interna do MDB para assegurar a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior, na chapa de reeleição de Jerônimo. Essa intenção do partido esbarra na oposição manifesta do ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), que tem se posicionado publicamente contra a manutenção de Geraldo Júnior na vaga.

A estratégia de Jerônimo de deixar a definição para depois do período da janela partidária é vista por analistas como uma forma de evitar atritos imediatos e segurar o apoio do MDB sem compromissos concretos no momento. Enquanto isso, a indefinição gera dificuldades concretas para o MDB na montagem de sua chapa proporcional. Dirigentes da legenda relatam que as conversas com possíveis candidatos ficam prejudicadas, uma vez que não é possível avaliar com precisão qual será o peso político real do partido na configuração eleitoral deste ano.

Sem uma definição clara sobre o futuro da vice, o MDB enfrenta o desafio de calibrar suas expectativas e estratégias para as eleições proporcionais, o que pode impactar diretamente o número de candidaturas e a força da legenda na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.



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