A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up. Agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
O inquérito investiga um esquema em que agentes públicos e privados teriam desviado recursos de emendas parlamentares. Segundo a PF, o dinheiro teria sido encaminhado a uma organização da sociedade civil e, posteriormente, a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.
A auditoria da CGU apontou indícios de irregularidades em uma emenda de R$ 2 milhões indicada pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a entidades ligadas à produtora Karina Gama. Os investigadores relatam movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e tentativas de ocultar os desvios até julho deste ano.
Entre os crimes apurados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Frias é roteirista e produtor-executivo do longa “Dark Horse”, ainda inédito, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro e tem o ator americano Jim Caviezel no papel principal. Karina Gama, produtora do filme, é um dos principais alvos da operação. Duas entidades ligadas a ela — o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura — também foram alvo das buscas.
No mesmo dia da operação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs medidas cautelares ao parlamentar. Frias ficou proibido de deixar o Brasil e de manter qualquer contato com os demais investigados. As mesmas restrições valem para os 29 alvos da ação desta quinta-feira.
Entre os investigados estão ainda o ex-chefe de gabinete Raphael Augusto Azevedo e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atualmente atuam no gabinete do deputado na Câmara.
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