O então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, tratou com Daniel Vorcaro de um valor de R$ 500 mil ao lado do nome e do telefone do advogado Kevin Marques, filho do ministro Kássio Nunes Marques.
Em 4 de julho de 2025, às 10h41, Rennó enviou um arquivo com o contato e perguntou: “Esse aqui — 500 mil mês — mantém?”. Depois, riu e escreveu: “Esse aqui já era, né?”. Vorcaro respondeu com “kkkk”.
Em 8 de agosto de 2025, o executivo reenviou a planilha e completou: “esse aí”, “único meu que faltou” e “foi pago”.
Nunes Marques disse que o filho nunca trabalhou para o Master e não recebeu dinheiro do banco. Afirmou também que não viu o conjunto das mensagens.
Kevin Marques informou, em nota, que “não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”. Disse ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços tributários administrativos e que essa atuação “não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”.
O celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal, traz ainda diálogos entre o banqueiro e o próprio ministro. Nunes Marques já declarou não ter proximidade com Vorcaro e não se lembrar de ter trocado mensagens com ele.
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