PF pede ao STF mais tempo para investigar Renan Calheiros e Romero Jucá

Na última quinta-feira (21), o delegado William Tito Schuman Marinho pediu a prorrogação da investigação por mais 60 dias.
Por: Brado Jornal 29.out.2021 às 06h27
PF pede ao STF mais tempo para investigar Renan Calheiros e Romero Jucá

A Polícia Federal pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação da investigação contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) por mais 60 dias. Nesta quinta-feira (28), Fachin pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido feito pela PF.

Na última quinta-feira (21), o delegado William Tito Schuman Marinho pediu a prorrogação da investigação por mais 60 dias. O delegado argumenta que o inquérito foi redistribuído a ele e que ele teve pouco tempo para a análise do caso.

“Considerando que o IPL nº 2020.0023710 (INQ. 4426-DF) foi redistribuído a esta autoridade policial com o prazo concedido para continuidade da investigação com pouco tempo para análise, e restando, ainda, diligências pendentes de cumprimento (segundo o sugerido pela Procuradoria-Geral da República), encaminhe os autos ao Gabinete do Ministro Edson Fachin a quem, com fundamento no art. 230-C, § 1º, do RISTF, REPRESENTO pela prorrogação do prazo, por mais 60 (sessenta) dias, para conclusão das investigações”, pediu o delegado.

No despacho desta quinta-feira (28), Fachin pediu que a PGR se manifeste em até 15 dias sobre o pedido da PF. “Colha-se a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pleito de prorrogação de prazo para a continuidade desta investigação, no lapso de 15 (quinze) dias”, decidiu Fachin.

Suposta propina

O inquérito contra Renan e Jucá foi aberto em 2017 e já foi prorrogado oito vezes (em setembro de 2017, em janeiro, maio e setembro de 2018, em agosto de 2019, em fevereiro e novembro de 2020 e, em abril de 2021).

Os dois são suspeitos de terem recebido propina da Odebrecht para interferir na tramitação de uma medida provisória no Congresso em benefício da empreiteira. A investigação foi aberta a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht.

Até agora, as investigações não foram concluídas. Em junho deste ano, Fachin pediu que a Polícia Federal apresentasse as diligências já realizadas.

“Transcorrido o lapso temporal deferido já no âmbito de prorrogação (e.Doc.81), determino seja intimada a Polícia Federal para fins de apresentação da respectiva peça informativa das diligências levadas a efeito”, determinou o ministro. Pouco mais de três meses depois, porém, a PF pediu uma nova prorrogação no prazo.



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