A Praça dos Três Poderes ficará fechada ao público nesta terça-feira (15) por causa da sessão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento começa às 10h e trata do relatório da Polícia Federal com 52 mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
A praça fica no centro de Brasília, na ponta da Esplanada dos Ministérios, entre o Congresso, o Palácio do Planalto e o STF. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal reforçará o policiamento no entorno da praça e no anexo da Corte.
No prédio, as regras valem para advogados, imprensa, assessores e funcionários. Detectores de metal e aparelhos de raio X controlarão a entrada no edifício principal e no anexo. Só entra no plenário quem tiver autorização do cerimonial. Os celulares serão lacrados em sacos plásticos, como em concurso público. Alimentos e bebidas estão proibidos na sala, e o público não poderá se manifestar durante o julgamento.
Qualquer ato está proibido na Praça dos Três Poderes. Manifestantes poderão ir, no máximo, até a Via José Sarney, em frente ao Congresso, antes da Avenida das Bandeiras, na altura do Ministério da Saúde. O trânsito na Esplanada permanece liberado nos dois sentidos e só será bloqueado se houver necessidade.
Drones da Polícia Militar e câmeras farão o monitoramento, junto com a célula de inteligência criada em agosto para a segurança da capital nas eleições de 2026. O grupo reúne 22 órgãos distritais e federais e deve funcionar até janeiro.
Haverá mais policiais também a partir da Rodoviária do Plano Piloto, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária Interestadual. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não detalhou medidas extras no Palácio do Planalto, mas afirmou que pode recorrer a grades se a situação exigir.
Edson Fachin, presidente do STF, convocou a sessão na quarta-feira (9). Os ministros vão discutir a validade do relatório da PF, criticado por integrantes da Corte que entendem que André Mendonça pediu investigação contra um colega sem aval do plenário. Também entra em pauta o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República.
A PGR sustentou que Mendonça não deveria ter determinado apuração sobre o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público ou da polícia e que cabe ao plenário decidir sobre eventual investigação envolvendo Moraes. O colegiado deve definir se a apuração será aberta ou arquivada.
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